Análise estatística das Bibliotecas Públicas e Escolares de Portugal, entre 1960 e 2003
segunda-feira, dezembro 12, 2011
O programa 'Nós Portugueses', da RTP, de 28/11/2011 efectuou uma análise estatística das Bibliotecas Públicas e Escolares de Portugal, entre 1960 e 2003, a partir dos dados da Pordata.
Biblioteca Municipal de Valença tem meio milhar de utentes galegos inscritos
quinta-feira, dezembro 04, 2008
Um em cada quatro dos que requisitam livros é espanhol, daí a aposta em publicações galegas
A Biblioteca Municipal de Valença é cada vez mais procurada por espanhóis, nomeadamente galegos. Mas os valencianos também podem requisitar livros em Tui, graças a uma parceria entre as duas autarquias.
A Biblioteca Municipal de Valença tem, actualmente, meio milhar de utentes galegos inscritos, oriundos na sua esmagadora maioria de Tui e localidades vizinhas mais próximas da fronteira. Num universo de 2184 de registos de pessoas que utilizam os serviços da biblioteca e requisitam livros a título de empréstimo, 472 são residentes na Galiza, quase 25 %.
A crescente procura dos galegos por aquele espaço, a que se associa também a deslocação do Bibliomóvel de Valença (serviço de biblioteca itinerante destinado principalmente a crianças e jovens) uma vez por mês ao outro lado da fronteira, deu origem a uma parceria com o Ayuntamiento de Tui, com o objectivo de os portugueses poderem também usufruir livremente da biblioteca pública daquela localidade galega.
«Este intercâmbio vem reforçar a afirmação e o conhecimento da literatura portuguesa na Galiza, bem como proporciona aos valencianos um contacto, mais próximo, com a vasta produção literária da Galiza», considera o presidente da Câmara Municipal de Valença, José Luís Serra, cuja posição encontra eco nos seus parceiros de Tui.
O Conselheiro da Cultura Tudense, Moisés Rodríguez Pérez, entende que "esta medida sublinha o novo carácter empreendedor da biblioteca tudense que tenta abrir novos espaços de promoção da leitura e de aproximação às diversas sensibilidades culturais que existem na nossa cidade", disse ao JN.
Fruto da dinâmica que se vem cimentando entre as referidas duas unidades públicas portuguesa e galega, e para dar resposta à procura crescente dos galegos pelos seus serviços, a Biblioteca Municipal de Valença vem somando ao seu espólio publicações em galego.
Segundo dados a que o Jornal de Notícias teve acesso, a Biblioteca de Valença tem, actualmente, disponíveis para consulta e requisição cerca de 29 mil monografias, das quais 270 são galegas.
Aos seus serviços acorrem em média 83 pessoas por dia e dali saem para empréstimo cerca 520 publicações por mês, sendo que uma boa parte delas é requisitada por interessados proveniente da Galiza.
O serviço de Bibliomóvel é prestado oito vezes por mês a escolas básicas e jardins de infância do concelho, e uma delas às escolas de Tui.
São cada vez mais as pessoas que se dirigem à Biblioteca Lúcio Craveiro, de Braga. Leitura de livros, jornais, revistas e utilização da internet são actividades que já fazem parte do dia-a-dia dos utentes. Após vários pedidos por parte de quem lá vai habitualmente e o acréscimo registado neste último semestre, a BLC viu-se obrigada a um novo horário mais alargado.
O estudo Consumidor 2006 divulgado pela Marktest e referenciado pelo Público, em meados da semana passada, informa que já são mais de três milhões os portugueses que lêem livros (ou, mais exactamente, que leram um livro no mês anterior ao telefonema da Marktest). Em relação a 1996, a proporção de leitores em Portugal aumentou 58 por cento.
Tal facto tem também sido notório na Biblioteca Lúcio Craveiro. Paulo Costa, responsável pelo principal balcão de atendimento da biblioteca, afirma que “ tem-se notado um acréscimo razóavel de utentes a nível da leitura presencial e leitura domiciliária.” Refere ainda que “a nível semestral, podemos mesmo falar num aumento de 15 a 20% de leitores.”
O novo horário, que desde há alguns meses fazia parte das sugestões dos leitores da BLC, entra já em vigor na próxima quarta-feira, dia 2, e traz como principal alteração a abertura da biblioteca ao sábado. Nos dias úteis abrirá mais cedo e fechará duas horas mais tarde. Deste modo, o período de abertura é de segunda a sexta-feira das 9h às 20h e aos sábados das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 18h00.
Sobre o novo horário, Vera Fernandes, estudante na Universidade Católica considera que é uma “óptima ideia”. “Muitas vezes não tinha tempo para cá vir", com o horário que tem na universidade, esclarece a estudante.
As actividades desenvolvidas pela biblioteca para a comemoração do dia Mundial do Livro, entre 22 e 24 de Abril, inseridas na iniciativa “Sentir o Livro”, contaram elas também com uma participação bastante positiva. Foi “mais do que aquilo que estávamos à espera” afirma Paulo Costa. E, apesar dos participantes serem essencialmente de uma faixa etária mais jovem, também estavam presentes pessoas de meia-idade.
Utentes de outros distritos já podem requisitar livros.
Reformados e estudantes são os habituais frequentadores. Procuram o acesso à internet, música e cinema, "porque cada vez mais a biblioteca não é só livros".
O primeiro contacto com a Biblioteca Municipal Almeida Garrett, do Porto, faz-se na recepção, onde os leitores podem pedir informações e adquirir o cartão do leitor. É este documento que permite usufruir do empréstimo domiciliário, dos meios informáticos e do serviço de fotocópias que a biblioteca disponibiliza.
"Um dia normalmente muito movimentado, com muita gente". É assim que a bibliotecária Iria Teixeira caracteriza o quotidiano da Biblioteca Municipal. "As manhãs normalmente são muito mais calmas, vem um público diferente: estudantes e pessoas mais disponíveis, com mais idade, para ler o jornal. Da parte da tarde há um movimento um bocadinho maior. Continua a haver estudantes e já vem outro tipo de pessoas, que de manhã têm outras ocupações", explica
A disponibilidade de tempo e a proximidade da residência fazem de Paulo Carneiro uma presença diária na biblioteca. O agrónomo de 48 anos vem até à biblioteca para ler revistas, jornais e livros e para usar a Internet. "Ler livros, ver aqui no computador algumas coisas e ver o jornal" são também as razões de Joaquim Pinto, reformado.
Muitos dos leitores que frequentam a biblioteca são residentes no Porto (estudam ou trabalham na cidade) e "vêm muitas vezes na hora de almoço para aceder à internet", diz Iria Teixeira. Desempregados nacionais e estrangeiros que não têm forma de aceder à Net também se juntam à lista das pessoas que frequentam a Almeida Garrett.
Num dos balcões de atendimento ao público, Eva Carvalho, técnica profissional de biblioteca, fala do que é mais fascinante no seu trabalho: "É sobretudo poder contribuir para nos tornarmos uma sociedade mais bem informada e através do conhecimento podermos avançar".
A biblioteca tem várias secções em função das necessidades e interesses do público: infantil e juvenil, periódicos, leitura geral e, no piso inferior, a multimédia. "Cada vez mais a biblioteca não é só livros. Já tem outro tipo de suportes aos quais é importante que as pessoas acedam, porque também são uma forma de conhecimento", explica a bibliotecária Iria Teixeira.
O perfil do leitor habitual
Por dia há uma média de 500 a 700 pessoas a frequentar a Biblioteca Almeida Garrett. A maioria das pessoas procura livros. Mas muitas vêm para utilizar a internet, já que a biblioteca disponibiliza 40 computadores.
Todos os dias mais de 20 pessoas reformadas vêm ler o jornal. Estas pessoas já se conhecem e "já fazem da biblioteca um ponto de encontro", refere Iria Teixeira.
Os estudantes universitários "estão mais despertos para a biblioteca, têm mais necessidade dela e porque é um espaço muito agradável para estudar". A proximidade com a cantina da antiga reitoria faz com que alguns estudantes estejam de manhã na biblioteca e regressem depois do almoço. "Fazem um pouquinho da biblioteca a sua própria casa", diz a bibliotecária.
Para além do público reformado e dos estudantes, há o leitor que vem com alguma frequência requisitar livros. Todos os dias registam-se perto de uma centena de livros. Eventos e actividades para promover a leitura
A "Comunidade de Leitores" é uma actividade apoiada pelo Instituto Português do Livro e das bibliotecas, que consiste em convidar um escritor ou alguém da área da literatura para sugerir seis livros. Depois, durante três meses e com uma regularidade quinzenal, organiza-se um encontro para falar sobre os livros indicados.
Em curso está também o projecto "Para que os meus filhos gostem de ler". Um oficina em que pais e filhos lêem em conjunto e que, por vezes, conta com a presença de um escritor. "Os miúdos são muito mais receptivos, se os pais incentivarem", garante Iria Teixeira.
Esta segunda-feira, a propósito do Dia Mundial do Livro, cada funcionário deixa uma sugestão de leitura de alguma obra que tenha gostado ou que considere importante ler. Já que a biblioteca disponibiliza os recursos, mas há pessoas que não sabem como usá-los, começa, também esta segunda-feira, um curso de correio electrónico para as pessoas mais velhas.
Portal "Casa da Leitura" visitado por mais de 100 mil pessoas na 1ª semana,
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
O portal de promoção da leitura em meio familiar e escolar Casa da Leitura, lançado pela Fundação Calouste Gulbenkian há uma semana, foi visitado por mais de 100 mil pessoas, anunciou esta sexta-feira a entidade.
Biblioteca Barbosa Romero da ESTG do Instituto Politécnico de Viana do Castelo passa a disponibilizar informação estatística do INE
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Os Serviços de Documentação e Informação daEscola Superior de Tecnologia e Gestão, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (ESTG-IPVC), através da Biblioteca Barbosa Romero, além do apoio bibliográfico e documental que prestam, oferecem, actualmente informação estatística oficial doInstituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com o IPVC, o INE promove a coordenação, o desenvolvimento e a divulgação da actividade estatística nacional, pretendendo abordar cada capital de distrito do país no sentido de facilitar o acesso a dados estatísticos, evitando-se desta forma a deslocação forçada, a Lisboa ou ao Porto, na aquisição dos mesmos, como refere uma das técnicas que dá apoio ao ponto de acesso. "As pessoas podem assim ver facilitado a procura de informação. Pela proximidade e qualidade dos serviços surge a oportunidade de se realizarem de forma rápida trabalhos de qualidade", refere Rosa Venâncio, Vice-Presidente da ESTG-IPVC e Coordenadora da Biblioteca Barbosa Romero.
Na sequência, e após proposta da entidade de estatística, o Instituto Politécnico de Viana do Castelo acolheu a possibilidade, reservando-lhe o soberbo espaço da Biblioteca Barbosa Romero, obra do Arquitecto Fernando Távora, considerada um ex-libris da cidade.
Em declarações ao Gabinete de Comunicação e Imagem do IPVC, Rosa Venâncio confessa ser uma mais-valia para a região a oportunidade criada pela instituição em parceria com o INE, "vemos desta forma realizado o desejo do Instituto Nacional de Estatística de encurtar distâncias, no sentido de fomentar o acesso à informação estatística".
Privilegiados por condições excepcionais desde Março de 2005, os interessados poderão então, com a ajuda de técnicos qualificados, recolher os dados estatísticos que necessitem, em formato electrónico ou impresso, bem como esclarecer qualquer duvida através de uma linha telefónica com acesso directo ao Núcleo de Pesquisa de Informação do Instituto Nacional de Estatística.
Após notável solicitação, essencialmente por parte de estudantes e docentes do ensino superior, o serviço pretende incitar a generalidade dos públicos, disponibilizando-se diariamente entre as 9 e as 22 horas."
Sobre a Biblioteca Municipal de Santa Marta de Penaguião e suas actividades
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
"No ano de 2006, a Biblioteca Municipal de Santa Marta de Penaguião levou a efeito dois projectos de animação à leitura com crianças dos infantários, pré-escolar e 1º Ciclo do concelho, intitulados “Manhãs animadas” e “Biblioteca e Leitura –Visitar / conhecer”, no sentido de promover o livro e a leitura entre aqueles que poderão vir a ser os potenciais leitores de amanhã.
Estes projectos, levaram à Biblioteca Municipal 561 crianças ao longo do ano, para verem e ouvirem contos e histórias, muitas delas contadas e encenadas pelas próprias educadoras, numa rotatividade entre infantários.
Além destes projectos, a Biblioteca pode oferecer aos seus utilizadores um acervo documental de cerca de 8500 documentos, organizados por assuntos, de acordo com a Classificação Decimal Universal (CDU), constituído por monografias, publicações periódicas e outra documentação contida em diferentes suportes. A Biblioteca, tem também, à disposição dos utilizadores sete postos de ligação à Internet e oferece a leitura de três jornais diários e todos os semanários da região.
No ano de 2006, passaram pela Biblioteca Municipal6248 utilizadores e foram requisitados para leitura domiciliária 1502 documentos."
Bibliotecas Municipais de Lisboa: (1) plano de formação de funcionários, (2) novos horários, (3) novas bibliotecas, (4) estatísticas de frequência
sexta-feira, janeiro 26, 2007
Plano de formação dos Funcionários.
"O vereador da Cultura da Câmara de Lisboa, José Amaral Lopes, anunciou hoje um plano de formação para os funcionários das 17 bibliotecas da cidade, depois de ter constatado que só 20 por cento dos técnicos profissionaissão especialistas na área.
Entre os 265 funcionários das bibliotecas municipais, 34 por cento têm menos de dez anos de escolaridade, 21 por cento são licenciados e 15 por cento têm uma formação académica superior à licenciatura. Só dez por cento dos técnicos superiores têm formação específica na área, ao nível do mestrado, e entre os técnicos profissionais 20 por cento, revelou Amaral Lopes numa conferência de imprensa que revelou as conclusões de um levantamento das necessidades das bibliotecas municipais.
O autarca apresentou uma comparação com o número de técnicos das redes de bibliotecas de cidades com população semelhante à de Lisboa, ficando a capital portuguesa em último lugar, numa lista encabeçada pelas cidades de Vancouver, Helsínquia e Copenhaga.
Um primeiro grupo de 30 trabalhadores vai começar este ano a receber formação, em horário laboral, disse o director municipal de Cultura, Rui Pereira. Sobre a falta de qualificação dos recursos humanos das bibliotecas, Amaral Lopes sublinhou que "a culpa não é dos trabalhadores". "A Câmara contratou trabalhadores não especializados. Se a formação não foi feita, tem de ser feita, e é uma obrigação minha".
Bibliotecas Municipais passam a estar abertas ao sábado a partir de Fevereiro. Amaral Lopes adiantou ainda que as bibliotecas municipais deverão passar a estar abertas ao sábado em Fevereiro, tendo a maioria, por falta de recursos humanos, de encerrar à segunda-feira. A Biblioteca Central Palácio Galveias, a Biblioteca República e Resistência, Biblioteca Orlando Ribeiro e a Hemeroteca funcionarão de segunda a sábado, enquanto as restantes 13 bibliotecas da capital estarão abertas de terça a sábado.
O vereador da Cultura citou as directivas da Unesco para justificar que "as bibliotecas devem estar abertas nas alturas de máxima conveniência para os utilizadores". Amaral Lopes enumerou uma série de concelhos geridos pelo PS ou PCP onde as bibliotecas já funcionam ao sábado para sublinhar que a medida "não é nenhuma bizarria do vereador da cultura de Lisboa".
O director municipal de Cultura, Rui Pereira, adiantou que o objectivo da medida, que "em princípio" entra em vigor em Fevereiro, é que "a médio prazo" todas as bibliotecas municipais estejam abertas tanto ao sábado como à segunda-feira, o que ainda não é possível por "falta de recursos humanos".
O vereador já se reuniu com os cerca de 260 trabalhadores das bibliotecas municipais e terá uma reunião com sindicatos amanhã, depois da qual deverá ser anunciada a data específica para o início do novo horário de funcionamento.
Lisboa vai ter mais duas bibliotecas este ano Amaral Lopes recordou que este ano serão abertas mais duas bibliotecas, em Marvila e Benfica, estando previstas mais duas para 2008, em Campo de Ourique, no antigo Cinema Europa, e em Alvalade.
Estatísticas de frequência das Bibliotecas em 2006. As bibliotecas municipais com mais empréstimos concedidos são a Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro (41.879 empréstimos em 2006), a Biblioteca Municipal Camões (29.091) e a Biblioteca Municipal Central Palácio Galveias (15.841). As bibliotecas com menos empréstimos em 2006 foram a Biblioteca Timor (70), a Biblioteca Municipal Maria Keil (247) e a Biblioteca Municipal de São Lázaro (559), mas as duas últimas estiveram encerradas durante o primeiro semestre do ano.
As bibliotecas com mais visitas foram, no ano passado, a Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro (128.651), a Biblioteca Municipal Central Palácio Galveias (96.954) e a Biblioteca Municipal República e Resistência (47.718). As menos visitadas foram a Bedeteca (3731), a Biblioteca Municipal Timor (4035) e a Biblioteca de São Lázaro (5216).
Quando comparadas com outras cidades europeias, as bibliotecas lisboetas são as que têm menor número de visitas e as colecções com menor número de exemplares. A colecção das bibliotecas lisboetas é composta por 431.245 exemplares, a esmagadora maioria são livros, ocupando o suporte em DVD e CD áudio um por cento.
Estão inscritas 21.464 pessoas na rede de bibliotecas da capital, das quais 6703 não efectuaram qualquer empréstimo em 2006. A maioria dos utilizadores das bibliotecas são mulheres, estudantes, licenciados ou com o ensino secundário e têm entre 18 e 25 anos."
Biblioteca Municipal de Espinho regista acréscimo de 16% de leitores inscritos entre 2005 e 2006. Nova Biblioteca estará pronta em 2008
"O ano passado mais 1570 leitores associaram-se à Biblioteca Municipal de Espinho (BME). Se em 2005 os leitores inscritos eram 9944, em 2006 ascenderam a 11514, o que traduz um acréscimo de 16%. Uma subida exponencial que se pode justificar em parte pela criação de um cartão único comum à BME, aos pólos desta nas freguesias de Paramos e Anta e de algumas bibliotecas escolares do concelho – Escolas Secundárias Manuel Laranjeira e Gomes D’ Almeida, Escolas Básicas 2,3 Sá Couto e Domingos Capela e EB1/J1 da Quinta da Marinha. Ainda nos próximos meses será aberta a biblioteca da Escola E.B.1 nº2, junto à Igreja Matriz de Espinho.
Os leitores são sobretudo do concelho de Espinho, mas também de outras localidades, sobretudo de Vila Nova de Gaia, representando 13,94% do total. Quanto ao género, 56% são mulheres. Apesar da predominância feminina, há um equilíbrio entre os sexos. Os jovens são visivelmente os principais utilizadores deste equipamento. Nas faixas etárias entre os 10 e os 39 anos estão 82% dos leitores da biblioteca.
Nova Biblioteca pronta em 2008
Amanhã, dia 25 de Janeiro, serão abertas as 20 propostas concorrentes à construção das novas instalações da Biblioteca Municipal de Espinho, no Parque João de Deus, integrada na Rede Nacional de Bibliotecas Públicas.
Após a abertura das candidaturas segue-se um período de análise de cerca de dois meses para decidir qual a mais vantajosa. Este prazo pode, no entanto, estender-se se durante o processo de análise e decisão surgirem reclamações por parte dos candidatos. Após constantes adiamentos, em declarações ao Jornal de Espinho, o vice-presidente da Câmara Municipal de Espinho, Rolando de Sousa, disse que as obras começarão ainda no primeiro semestre deste ano. O prazo de entrega da empreitada é de 16 meses. “Em 2008 estará pronta com certeza”, assegurou."
Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada procede à digitalização das suas obras mais consultadas e mais valiosas.
segunda-feira, janeiro 22, 2007
A Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada está a proceder à digitalização das suas obras mais consultadas e de maior valor histórico dos seus títulos, com o intuito de facilitar e generalizar o seu acesso, presencial ou não. Este serviço deverá ser disponibilizado, parcialmente, já durante este ano.
No website da instituição na Internet, os cibernautas vão poder, também no futuro, pesquisar a biblioteca digital e ficar a conhecer as colecções particulares que compõem o acervo da Biblioteca de Ponta Delgada.
A Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada conta com mais de 110 mil títulos, provenientes de colecções privadas e de conventos, dos quais mais de 85 mil já foram devidamente catalogados. Para além disso a Biblioteca conta já com 2.850 utentes com cartão de leitor.
"A Biblioteca Pública de Ponta Delgada está entre as quatro maiores do país devido à raridade dos títulos que dispõe", afirmou Francisco Silveira, o responsável pelas colecções particulares da Biblioteca, ao destacar um livro de Fernão Lopes da Castanheda, de 1551, que conta a história dos descobrimentos e conquistas portuguesas na Índia e que não existe na Biblioteca Nacional, em Lisboa.
Um cofre climatizado guarda uma das principais raridades do acervo da Biblioteca de Ponta Delgada: um dos seis exemplares referenciados da primeira edição de "Os Lusíadas", de 1572. Trata-se da única biblioteca nos Açores a dispor de um exemplar tão raro da obra.
Perante a sua raridade e valor histórico, a obra maior do poeta Luís Vaz de Camões, está "cercada de cuidados", explicou Francisco Silveira. Esta 1ª edição de "Os Lusíadas " tem sido, ao longo dos anos, apenas solicitada por investigadores e estudiosos, a maioria dos quais professores universitários. Apesar da fragilidade, o livro, de 18 centímetros de altura, editado em Lisboa, "está em bom estado de conservação", assegurou Francisco Silveira, ao adiantar que o exemplar poderá ser consultado pelo público, mas com certas regras a cumprir.
A obra pode ser consultada, depois de preenchida uma ficha, como acontece com os outros livros da biblioteca, embora o requerente tenha de justificar, por escrito, qual o seu propósito. Apesar de disponível, é, ainda, "rara" a requisição desta edição de "Os Lusíadas" por desconhecimento da sua existência em Ponta Delgada, admitiu. Aliás, em 2006 não teve nenhum pedido de consulta.
A primeira edição de "Os Lusíadas" faz parte dos cerca de 18 mil títulos da biblioteca pessoal de José do Canto,que engloba livros do século XV ao XIX , adquiridos em Maio 1942 pela instituição. "Trata-se de uma das mais valiosas colecções privadas, quer pela raridade das espécies bibliográficas, quer pela colecção camoniana, considera pelos especialistas a segunda a nível nacional", afirmou Francisco Silveira.
A colecção particular do bibliófilo da ilha de micaelense contém quase todas as primeiras edições de autores portugueses contemporâneos, como Alexandre Herculano, Antero de Quental, Camilo Castelo Branco e Eça de Queirós, e alguns estrangeiros, como Darwin e Dumas (pai e filho), indicou.
Além disso, a colecção camoniana de José do Canto reúne todas as edições de "Os Lusíadas" editadas em Portugal até 1898, ano da sua morte. "No total são cerca de 110 edições portuguesas, publicadas entre 1572 e 1892", disse Francisco Silveira, acrescentando que a colecção inclui, ainda, cerca de 105 edições estrangeiras, traduzidas em húngaro, alemão, inglês, francês, italiano, espanhol, russo e japonês. Este acervo bibliográfico de grande valor histórico foi possível reunir , ao longo dos anos, fruto dos contactos que José do Canto manteve com vários alfarrabistas em França e Inglaterra.
Outra das grandes preciosidades da instituição é uma Torah antiga, que foi encontrada, há vários anos, numa gruta junto ao mar na vila de Rabo de Peixe, entretanto já recuperada, disse. Trata-se de uma rara edição do livro sagrado dos judeus e depois de analisado por especialistas da Universidade Hebraica de Jerusalém, foi classificado pelo Governo Regional dos Açores como património da região. A "Torah de Rabo de Peixe" foi escrita cerca do ano 1700 na cidade marroquina de Mogador (Essouira, na língua local), onde um século mais tarde nasceu Mimon Abohbot, um judeu que se estabeleceu em Angra do Heroísmo em 1824.
Além da colecção privada de José do Canto, a biblioteca de Ponta Delgada conta com o acervo de nomes como Ernesto do Canto, Marquês Jácome Correia, Teófilo Braga, Natália Correia, Mota Amaral, entre outros nomes. A propósito, a biblioteca não implementou, ainda, a utilização de luvas para manusear os livros mais valiosos ou de maior interesse histórico do seu acervo."
Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada disponibiliza meio milhar de livros em Braille
sexta-feira, janeiro 12, 2007
"A Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada vai criar uma nova valência durante 2007, para permitir o acesso de invisuais aos cerca de 500 livros em Braille de que dispõe, anunciou hoje a directora da instituição.
Celeste Freitasadiantou que as obras em Braille da biblioteca, oferecidas por diversas escolas e pela Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) ao longo dos anos, já foram todas catalogadas. O Braille é um sistema de leitura e escrita universal através do tacto inventado para os cegos pelo francês Louis Braille em 1829.
Embora se escuse a avançar uma data exacta para a abertura da nova valência, a directora da biblioteca em Ponta Delgada assinalou estar em curso uma reorganização interna do serviço para criar as condições necessárias à abertura deste serviço específico.
«Primeiro temos de encontrar um espaço próprio dentro do edifício, criar facilidades de acesso ao local e escolher um funcionário para esta valência», esclareceu Celeste Freitas, que pretende abrir, no futuro, novos espaços na instituição. Segundo disse, os cegos açorianos vão passar a poder consultar livros de poesia e manuais escolares, entre outros, tal como fazem os restantes utilizadores da instituição.
A Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgadarecebeu, em 2006, um total de 75.951 utilizadores, dos quais 951 foram novos leitores, referiu a responsável. Celeste Freitas precisou que a sala de leitura foi frequentada, no último ano, por 28.654 pessoas, a sala juvenil/multimédia por 19.557, a sala infantil por 18.265 e o arquivo por 2.765.
Para Maio, está agendada uma actividade denominada “Literatura Açoriana em Braille”, a decorrer na Morada da Escrita/Casa Armando Cortes Rodrigues, em Ponta Delgada, que será inaugurada esta sexta-feira. Além de divulgar a literatura açoriana em suporte gráfico e em Braille junto do público em geral, a actividade visa promover a nova valência da Biblioteca de Ponta Delgada. "
A nova Biblioteca Municipal de Chaves regista 27 mil utilizadores desde a sua inauguração há apenas quatro meses
sexta-feira, dezembro 29, 2006
"Segundo os dados estatísticos dos primeiros 4 meses de abertura ao público, foram já mais de 27 mil as pessoas que utilizaram a Biblioteca Municipal de Chaves, um número que representa mais de metade da população do concelho e que dá uma média diária de cerca de 268 pessoas.
"Ver um filme, ouvir música, consultar a Internet, fazer trabalhos em computador e imprimi- -los são apenas algumas das coisas que podem ser feitas no novo equipamento, a par da simples leitura e consulta de livros, que caracterizavam as tradicionais bibliotecas. As novas funcionalidades, aliadas ao conforto do espaço parecem ter conquistado os flavienses.
Nos primeiros dois meses, foi a Internet que cativou a maioria dos utilizadores. No entanto, a partir de Setembro, altura em que começaram as aulas, o número dos que procuraram o espaço para estudar e consultar bibliografia andou muito perto do número de utilizadores das novas tecnologias. “A Internet não domina as atenções!”, assegura o responsável da Câmara Municipal pelo espaço, António Ramos, apontando para os grupos de estudantes que ocupavam as mesas com livros e cadernos.
Realçando o “fluxo contínuo” de pessoas a esta biblioteca em contraponto à antiga (junto à Câmara Municipal), o director do departamento da cultura da Câmara de Chaves acredita que a localização do edifício é um “factor importante de atracção”. Mas não só. António Ramos realça também a arquitectura do espaço. “O arquitecto foi muito feliz ao recuperar o edifício. Este é um espaço que convida a entrar!”, afiança António Ramos, lembrando que, por vezes, há pessoas que, mesmo que não pretendam utilizar qualquer serviço disponível, não resistem e entram.
O presidente da Câmara de Chaves, João Batista, também se mostra surpreendido com os números. “Apesar de sempre ter tido a ideia de que o espaço ia ser muito procurado pela diversidade de serviços que oferece, os números superaram de longe as expectativas”, referiu o autarca, com o cartão de leitor número três. O primeiro-ministro, José Sócrates, é detentor do cartão número um e a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, possui o número dois. Simbolicamente, foram lhes entregues no dia da inauguração do espaço, no dia 15 de Julho.
A Biblioteca está dividida em secções. Na área reservada aos adultos, além de um espaço para leitura de periódicos, em confortáveis cadeirões de couro preto, existe um espaço para visionar filmes, ouvir música, fazer trabalhos em computador, que em breve poderão também ser imprimidos, acesso à Internet e ainda um espaço destinado à leitura propriamente dita. O piso superior, é dedicado à secção infanto-juvenil, onde além de terem acesso a livros próprios para a sua idade, os mais pequenos podem assistir a filmes e à dramatização de contos.
Os dois pisos inferiores à recepção, são destinados aos serviços técnicos e ainda ao depósito do espólio literário. É também ali que estão os livros mais antigos, alguns dos quais manuscritos. Para evitar a sua degradação, este tipo de compêndio é ali mesmo consultado. A sala de restauro artesanal dos livros que se vão estragando com o manuseamento também é nesta secção. O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queiroz, por exemplo, era um dos que repousava sobre a mesa do funcionário que leva a cabo a restauração. “Tive que lhe reforçar a capa!”, explicava o artesão. A Biblioteca é ainda composta por uma sala polivalente, onde têm vindo a ser realizadas várias exposições. E onde têm também lugar apresentações de livros. " Fontes: texto: Jornal Regional - 29-12-006 imagem da Biblioteca Municipal de Chaves
Biblioteca assaltada ainda antes de ser inaugurada!
quinta-feira, dezembro 28, 2006
Poucos dias depois de ter sido alvo de actos de vandalismo, "foram roubados sete computadores, oito monitores e um telemóvel, da nova Biblioteca Municipal de Ferreira de Castro, Oliveira de Azeméis, que ainda não abriu ao público. De acordo com fonte da GNR, não foram encontrados sinais de arrombamento, pelo que os assaltantes terão entrado, sem problemas, nas instalações.
O edifício da Biblioteca Municipal esteve fechado desde a passada sexta-feira até ontem, altura em que foi detectado o furto. Duas portas de acesso ao primeiro andar encontravam-se abertas, mas sem sinais de terem sido forçadas.
Os computadores levados estavam a ser usados para a catalogação dos fundos documentais. A informação não se perdeu, porque os dados estavam a ser guardados num "servidor". Os ladrões apoderaram-se apenas do equipamento informático, cujo valor ainda não foi apurado pela autarquia."
Os sites mais vistos (Portugal, EUA e no mundo) no momento. Sites portugueses com ínfima expressão no ranking mundial.
sábado, dezembro 16, 2006
Existem diversos rankings de sites que são disponibilizados por diversas empresas. Os rankings podem reportar ao tráfego, ao nº e importância de hiperligações, à qualidade e pertinência dos conteúdos, etc. Um dos mais consensuais e conhecidos rankings é o estabelecido pela Alexa. Este concerne ao tráfego, apesar de também apresentar as hiperligações de cada site. A Alexa determina a posição de um site contabilizando nos últimos três meses o nº de visitas e o nº de páginas visitadas, numa fórmula apropriada. Foi a partir dos dados (recolhidos hoje) da Alexa que compilei o quadro seguinte.
Algumas (das mais relevantes) conclusões sobre este quadro: - A nível mundial entre os 100 maiores o Google apresenta 18 sites (adstritos a cada país). A soma deste todos colocaria possivelmente o Google em 1º lugar. - O Yahoo surge em 1º lugar a nível mundial e nos EUA, e em Portugal apenas em 9º - O Flickr surge em 20º nos EUA, em 37º a nível mundial e em Portugal apenas em 52º. Já agora, em Espanha surge em 12º - As redes sociais (social networking) em Portugal (e na generalidade da Europa) privilegiam programas diferentes do resto do mundo. Em Portugal os principais são o Hi5 e o facebox e o orkut, ao passo que nos EUA são o Myspace e o Facebook - Os jornais online em Portugal mais consultados são os desportivos. Ao invés nos EUA são jornais como a CNN, New Yok Times, BBC. Aqui ao lado em Espanha o "El Mundo" surge em 6º, o "El País" em 11º, "20 Minutos" em 20º, "Libertad Digital" em 24º, a Marca em 13º, e o "Diario As" em 19º - É péssimo sintoma da web portuguesa que o site da WWE (wrestling) esteja em 24º lugar. Nem nos EUA! - As lojas online ainda assumem um peso menor em Portugal. Nos EUA e em Espanha estão surgem muito bem classificadas. - Em muitos países as páginas com anúncios de classificados assumem forte peso, como por ex. nos EUA a CraigList, ou em Espanha a Infojobs.net, a segundamano, o Loquo, o idealista, o fotocasa, o compraventa.com, ou o ciao.es (todas entre os 50 maiores sites). Em Portugal aí está uma área que ainda está nos primórdios. Apenas temos o Miau.pt em 32º lugar.
Para além disso entre os 10 000 maiores do mundo Portugal só apresenta 7 sites (Sapo, IOL, AEIOU, "Bolsa e Negócios", Jornal Record, A Bola, O Jogo. O Clix também surgiria se não se dividisse nos vários sites [sendo um deles o Bolsa e Negócios]). Entre estes 7 sites apenas um (Sapo) está entre os 1000 maiores. Não considero a facebox ou o google.pt de Portugal pois são geridos em países estrangeiros.
Nova "Lei do Livro e da leitura" na Galiza, em versão definitiva
Já se encontra disponível a versão definitiva da nova "Lei do Livro e da leitura" na Galiza. As bibliotecas assumem nela papel relevante, como se constata ao longo do documento de 19 páginas, sobretudo nos capítulos: 13 (Das Bibliotecas), 22 (Fomento da Leitura em Bibliotecas), e 24 (Outras acções de promoção e fomento) . Num documento com 762 linhas a palavra biblioteca(s) ou bibliotecário surge por 41 vezes. Aceder ao documento (word)
Rede de Bibliotecas Escolares ainda extremamente básica ao nível do 1º Ciclo de Escolaridade.
segunda-feira, outubro 23, 2006
"A rede de bibliotecas escolares, com dez anos de existência, ainda não chega a 432 mil alunos, ou seja, 36 por cento de um total de 1,2 milhões de estudantes. Segundo as contas do Ministério da Educação, mais de metade dos alunos sem biblioteca estão no 1.º Ciclo. Há assim 296 mil alunos com idades entre os cinco e os nove anos (71% do total do 1.º Ciclo) que não têm biblioteca. No sentido oposto, 82,5% dos alunos do 2.º, 3.º e Secundário, ou seja, 647 mil alunos, têm acesso a livros, DVD, música e internet.
Se há uns anos a biblioteca era unicamente um espaço de leitura, no Dia Internacional das Bibliotecas Escolares, que hoje se assinala, a biblioteca é cada vez mais um espaço multimédia, com grande diversidade de formatos e oferta. Livros, jogos, música, filmes, documentários e internet cruzam-se num ambiente de complementaridade, acessível a 770 mil alunos de todos os níveis de ensino.
Para Teresa Calçada, coordenadora do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares do Ministério da Educação, “as bibliotecas afirmam--se nas escolas por serem espaços diferentes”. “São espaços mais modernos, mais informais, com sofás, revistas e música aos quais os alunos podem ter acesso”, explica. A principal carência na rede de bibliotecas está no 1.º Ciclo, onde apenas 19% dos alunos (123 mil) são abrangidos. Tudo porque “a rede escolar é muito dispersa”.
“Não podemos dar prioridade às escolas pequenas, a tendência é apoiar escolas com mais de cem alunos. Em quatro anos acreditamos que o número de bibliotecas no 1.º Ciclo será mais próximo do total, graças à reorganização da rede escolar”, refere.
O Ensino Secundário é o mais beneficiado, havendo “um número muito reduzido de escolas às quais as bibliotecas ainda não chegaram”, disse Teresa Calçada. A responsável precisou que a falta de bibliotecas ocorre “na maioria dos casos em liceus das grandes cidades que estão muito degradados, em vias de fechar e que ninguém sabe muito bem o que lhes vai acontecer”.
Uso da Internet está na Moda. Helena Pais dos Reis é professora na Escola Secundária Joaquim Ferreira Alves, no Porto, e é há mais de 12 anos a principal responsável pela gestão da biblioteca da escola. Num espaço que existe há 30 anos, Helena é uma das figuras que têm acompanhado de forma mais próxima a sua evolução. Hoje, “a primeira tendência dos alunos é usarem a internet”, mas a oferta é bastante diversificada.
Segundo a professora, “os alunos do 7.º ano procuram a biblioteca mais pela parte lúdica, sobretudo pelos jogos e computador, mas os grande frequentadores são os alunos do Ensino Secundário, entre o 9.º e o 12.º anos”. Apesar de não porem de lado a hipótese de consultar o ‘e-mail’, “a maioria destes alunos usa mais a biblioteca para pesquisa em trabalhos”. “Trabalhamos muito no sentido de promover a leitura e a literacia, ajudando os alunos a usar a biblioteca e os seus recursos”, conta Helena Pais dos Reis.
Com quatro professores em permanência, a biblioteca tem mais visitas à hora do almoço. As leituras em voz alta de textos com formato variado estão entre as iniciativas com maior adesão.
Leitura em Números :
4208 escolas do Ensino Primário com mais de 20 alunos existentes no País. Destas, apenas 807 têm biblioteca escolar.
3064 escolas com menos de 20 alunos. Não é objectivo da Rede de Bibliotecas Escolares instalar-se nestas escolas.
963 das escolas do 2.º, 3.º ciclos e Secundário (78% do total) estão abrangidas pela rede de bibliotecas. 266 excluídas.
1770 escolas com mais de 20 alunos estão incluídas na rede. Há portanto 3669 que ficam de fora. A maioria no 1.º Ciclo.
1,202 milhões de alunos nos vários níveis de ensino. Destes, 770 099 têm acesso à diversidade oferecida pelas bibliotecas.
647 mil os alunos do 2.º, 3.º ciclos e Secundário abrangidos. No Básico são 123 mil.
Fundação Calouste Gulbenkian prossegue importante apoio a Bibliotecas Escolares e Públicas
A Fundação Calouste Gulbenkian continua a ser um importante pilar de apoio àsBibliotecas Escolares e Públicas portuguesas apoiando financeira e materialmente múltiplos projectos por elas encetados.
Na edição deste ano do Apoio a Bibliotecas Escolares / Centros de Recursos, vão ser apoiados, por parte da FCG, 32 projectos apresentados por Escolas ou Agrupamentos de Escolas. A lista pode ser consultada aqui. Este ano foram recebidas no total 277 candidaturas enviadas por escolas ou agrupamentos de escolas das áreas de influência da DREN e da Região Autónoma da Madeira. O valor global dos apoios concedidos ascende a 199.947 €
Já em Julho a FCG, no âmbito do concurso para Projectos de Promoção da Leitura em Bibliotecas Públicas (BP), escolheu10 projectos de BPs, a partir de 65 candidaturas. O valor global dos apoios concedidos ascende a 176.326 €. Vale a pena recordar os projectos seleccionados:
B. M. de Castelo Branco - “Do livro ao autor”
B. P. Évora - “Évora cidade leitora”
B. M. António R. Rosa, de Faro – “Brincar e ler”
B. M. Sophia de Mello B. Andresen, de Loulé – “Clube de leitura”
B. M. de Mértola – “Livros, leituras e outras aventuras”
B. M. de Montalegre – “De pequeno se torce o pepino”
B. M. da Nazaré – “Pescadores de palavras e imagens”
B. M. de Penamacor – “À descoberta na biblionave”
B. M. e A. R. de Ponta Delgada – “Geração XL - maior que a vida”
B. M. Manuel F. E. Louro, de São Brás de Alportel – “Livros sobre rodas: da liberdade de escolha ao prazer da leitura”
Estas informações foram recolhidas no website da Fundação Calouste Gulbenkian.
Balanço muito positivo do primeiro ano da nova Biblioteca Municipal de Sesimbra.
quarta-feira, outubro 11, 2006
"No passado dia 23 de Setembro assinalou-se o primeiro aniversário da Biblioteca Municipal de Sesimbra . O balanço não podia ser mais positivo, com mais de 45 mil utilizadores registados e, até ao final da primeira semana de Setembro, mais de 85 mil visitantes. Números que deixam a vereadora com o pelouro das bibliotecas bastante entusiasmada, e que comprovam o superar de todas as expectativas, relativamente ao espaço que agora completa um ano de existência.
“Não é só a biblioteca que está de parabéns, mas sim todo o município de Sesimbra, que tem à sua disposição um equipamento de grande qualidade”, salienta Guilhermina Ruivo, Vereadora das Bibliotecas da Câmara Municipal de Sesimbra que acresce “ao longo de um ano, visitar a biblioteca tornou-se quase num hábito do quotidiano da maioria dos sesimbrenses”.Uma segunda casa para muitos, é como é entendida a Biblioteca de Sesimbra que é frequentada, todos os dias, “por dezenas de jovens em idade escolar, idosos que fazem daquele o seu espaço de convívio e também das comunidades migrantes, realça.
Segundo a vereadora, a autarquia de Sesimbra tem feito um grande esforço para integrar os imigrantes que chegam ao concelho, e a biblioteca é a prova disso mesmo, com muitos jovens estrangeiros a inscreverem-se e a fazerem parte das estatísticas dos mais frequentes utilizadores.
Para assinalar o primeiro aniversário e, além de uma aposta forte nas actividades lúdicas, pedagógicas e culturais, Guilhermina Ruivo realçou a importância de “mimar” os utilizadores do espaço, premiando “aqueles leitores que, de uma forma mais assídua, requisitam mais livros ou passam mais tempo na biblioteca”. Uma maneira de os incentivar a continuarem essa prática, e também para que outros sigam o seu exemplo.
Para o Presidente da Câmara Municipal o balanço desde a inauguração do espaço é “altamente positivo”. “A Biblioteca Municipal de Sesimbra está de parabéns, pelo magnífico trabalho que tem desenvolvido, e que vai ter continuidade no futuro noutras iniciativas, que não têm só e apenas a ver com o livro”, realça Augusto Pólvora.
Segundo o autarca, até ao final do ano, o equipamento será reforçado “na sua outra valência”, com a inauguração do cine-teatro. “As obras começarão brevemente e o resultado irá trazer uma maior dimensão e maior continuidade ao espaço. A aposta na leitura e equipamentos culturais é uma peça fundamental para o desenvolvimento cultural e económico do concelho de Sesimbra”.
A data foi ainda assinalada com um concerto de música clássica de violino e violoncelo e, na sala polivalente da biblioteca, foi lançado o livro “Estudos Históricos e Outros Escritos”, de Joaquim Preto Guerra."
Biblioteca Municipal de Murça: utilização das novas tecnologias ultrapassou as expectativas
quinta-feira, setembro 14, 2006
"As novas tecnologias de informação assumem actualmente um papel insubstituível em todos os sectores da sociedade e as Bibliotecas Públicas, como espaços abertos e dinâmicos referenciados pela UNESCO como “instituições democráticas de ensino, cultura, informação e lazer”, têm apostado em acompanhar os novos tempos.
A Biblioteca Municipal de Murça obedecendo a estes princípios, no decorrer do último ano, ofereceu um vasto conjunto de serviços aos cerca de 20 mil utentes que, em média, frequentaram este equipamento cultural. Relativamente à utilização de computadores, entre 16 de Setembro de 2005 e 7 de Setembro de 2006, registaram-se 14 mil utilizações para diversos fins, desde a pesquisa de assuntos, à conversação on-line, à consulta de e-mail, jogos, entre outros".
Todos os sectores da instituição, dependente da Direcção Regional da Cultura, viram crescer a procura respectiva, com destaque para as secções Juvenil/Multimédia (mais 67%) e Infantil (32%) e para a Sala de Leitura/Reservados (13%).
No que se refere aos sectores Juvenil e Infantil, o aumento no número de utilizadores decorreu, directamente, de investimentos em actividades de continuidade direccionadas para o livro e promoção da leitura, da responsabilidade do Serviço Sócio Educativo da BPARPD.
Outro factor que contribuiu para o acréscimo no número de utilizadores deveu-se à criação de um Serviço de Referência e Empréstimo, localizado no átrio de entrada da biblioteca.
De 1.832 leitores inscritos até Dezembro de 2005 passou-se para 2.280, em Junho deste ano."
Iniciativas este mês na Biblioteca Municipal de Pombal no âmbito da comemoração dos oito anos.
domingo, setembro 03, 2006
"A Biblioteca Municipal de Pombalcomemora, este mês, o seu 8º aniversário e, para assinalar a data, vai promover uma exposição de trabalhos artísticos e apresentar a peça de teatro “O Verde em Confusão”.
Desde que foi inaugurada, a Biblioteca Municipal de Pombal tem registado um aumento gradual do número de leitores inscritos – com uma média de aproximadamente 800 novos leitores por ano –, registando actualmente cerca de sete mil leitores.
A exposição, patente ao público até dia 30 de Setembro, integra um conjunto de trabalhos artísticos desenvolvidos pelos alunos da Turma F do 12º Ano, da escola Secundária de Pombal. Ainda no dia 30 de Setembro, sábado, pelas 15h30, as formandas do Curso de Educação e Formação de Adultos de Jardinagem e Espaços Verdes, promovido pela ADILPOM, vai levar à cena a peça de teatro “O Verde em Confusão”, no âmbito do tema “A Comunicação”.
O trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal de Pombal, no âmbito da Promoção do Livro e da Leitura, engloba um universo de aproximadamente seis mil crianças por ano, de várias escolas do concelho. De ressaltar que o fundo documental da instituição tem sido melhorado e aumentado ao longo dos anos, tendo registados 65 mil títulos, entre livros e material multimédia.
A Biblioteca Municipal de Pombal também desenvolve, todas as quartas-feiras, o projecto “Uma Viagem à Biblioteca”, com visitas guiadas que permitem a descoberta de novos espaços e potencialidades. Para grupos organizados, mediante marcação prévia."
Análise Estatística sobre a Rede Nacional de Bibliotecas Públicas
domingo, agosto 27, 2006
Pelo facto de este ano (a 11 de Março) se ter comemorado os 20 anos de lançamento do Programa de Leitura Pública, formalmente denominado por “Programa Rede Nacional de Bibliotecas Públicas” (RNBP); e de esta rede ter alcançado, a 1 de Junho, a marca da 150ª biblioteca inaugurada, com a abertura da Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, de Tavira ; entendi que assumia alguma pertinência a realização de uma breve Análise Estatística sobre este período da RNBP. Com base em dados recolhidos sobretudo no website do IPLB, efectuei então essa Análise Estatística.
Biblioteca Municipal Florbela Espanca, de Matosinhos, regista boa afluência de utilizadores no novo edifício.
segunda-feira, agosto 21, 2006
"A nova Biblioteca Municipal Florbela Espanca, de Matosinhos registou 43 mil entradas nos primeiros seis meses deste ano, dez mil exemplares emprestados, 15 mil acessos gratuitos à Internet. Em face do alargamento (agora implementado) dos utentes a toda a área Metropolitana do Porto prevê-se que o número de utilizadores durante o ano de 2006 ultrapasse a fasquia dos 100 mil.
"Havia muitas solicitações no sentido desse alargamento. E sentimos necessidade de responder também ao fluxo de pessoas que trabalham no Porto, mas moram aqui ou vice-versa", explicou António Lage, um dos responsáveis pela biblioteca desenhada por Alcino Soutinho. Cada pessoa pode requisitar, no máximo, cinco títulos, retendo-os durante 15 dias.
Cristina Pacheco, chefe de divisão de Turismo e Animação da autarquia, expressa a estratégia seguida "Não é uma biblioteca clássica, onde se fala baixo e cuja função está confinada aos livros. Temos reuniões mensais com todas as áreas de intervenção da autarquia onde pensamos e discutimos a melhor forma de rentabilizar o espaço para melhor servir as pessoas". Daí, os ateliês, os workshops, as exposições. Daí também o volume de crianças e jovens que escolhem a biblioteca para entreter as férias.
A Biblioteca Florbela Espanca tem cinco pisos, por onde estão distribuídos o auditório, o bar, sala de exposições, outra de jornais, espaço para as crianças e jovens, outro de leitura geral, zona de leitura para invisuais e outra para consulta do núcleo de reservados e arquivo histórico. "Há cada vez mais investigadores a beneficiar dos nossos documentos", confirma António Lage. Há ainda um espaço para visionar filmes. E o acesso à Internet, disponível em mais de 20 terminais - ou para quem levar o seu próprio portátil -, é gratuito". Aliás, a ampla oferta de multimédia e de acesso à internet são dos factores que mais público tem ajudado a atrair.
Nova Biblioteca Municipal de Gondomar tem vindo a registar elevada afluência de leitores
segunda-feira, julho 10, 2006
"É uma biblioteca em crescimento. Com estantes, livros, publicações essenciais para estimular o prazer da leitura. Inaugurada em Outubro do ano passado, transformou-se em local de encontros e os estudantes são os mais fiéis visitantes "Venho cá todos os dias consultar livros, pesquisar coisas na Internet e conversar com os amigos", diz Tiago Filipe, aluno da Escola Secundária de Rio Tinto.
Entra-se no luminoso edifício da Biblioteca Municipal de Gondomare a exemplo de outros espaços espalhadas pelo país, dezenas de leitores concentram-se na leitura preferida. Numa das estantes, espreitam-se títulos de Fernando Pessoa, Herculano e Eça, à mistura com romances, obras de autores portugueses e estrangeiros, alguma poesia e ficção.
Noutra prateleira, a nossa curiosidade recai num livro imperdível ( "A investigação na História de Arte", de Robert Smith), mas também por lá existe literatura para a infância e a juventude, jornais, revistas cor-de-rosa, mas também a Egoísta (por muitos considerada a melhor revista editada em Portugal e com vários prémios no palmarés), enciclopédias, dicionários.
Como as novas tecnologias fazem parte deste espaço de papel impresso, a biblioteca já dispõe cerca de 600 volumes multimédia, 32 postos de acesso à Internet (gratuito), vídeos, CDRom. Nesta rede de saberes e partilha de conhecimentos, os responsáveis tiveram vistas largas e aderiram à Rede Nacional de Bibliotecas Escolares.
"A biblioteca está em crescimento. Foi construída de raiz e em termos de fundos documentais temos vindo a aumentar a nossa oferta de leitura. Temos preocupações pedagógicas, didácticas e queremos sensibilizar os mais jovens para o prazer da leitura", adianta Fernando Paulo, vereador da Educação e Cultura da Câmara de Gondomar.
O equipamento representou um investimento de cerca de três milhões de euros e quanto a números de visitantes a estatística traduz optimismo "Entre Janeiro e Junho, estiveram nas instalações cerca de 40 mil pessoas, muitos jovens e crianças a requisitar livros", diz Fernando Paulo. Como fomento do livro e da leitura se faz com outros ingredientes, existem espaços lúdicos, como a Hora do Conto, ateliês de expressão plástica, exposições, lançamentos de livros. A biblioteca em construção faz-se caminhando. E com gente dentro."
"Há dez anos, nascia no palácio do Contador-Mor, nos Olivais, a Bedeteca Municipal de Lisboa, "na sequência de várias colaborações entre a revista "LX Comics" e o Pelouro da Cultura, sob responsabilidade de João Soares, surgiu a ideia de aproveitar o acervo de BD que estava disperso por várias bibliotecas da rede municipal para criar uma biblioteca especializada com um programa de animação, exposições e edição", explica João Paulo Cotrim, o seu primeiro director.
Segundo Cotrim, "as expectativas eram criar um movimento capaz de colocar a BD no concerto das restantes artes urbanas". O que a sua actividade, a par da desenvolvida pelo Salão do Porto e o Festival da Amadora, possibilitou, trazendo a BD para os media, ficando como marco a presença da BD portuguesa no Festival de Angoulême, em 1998.
Cotrim seria substituído por Rosa Barreto, ainda hoje a responsável pelo espaço que "se mantém um equipamento de referência em Portugal para a BD e a ilustração ".
Após um fecho de dois anos devido a obras, a reabertura em Janeiro revelou um espaço de biblioteca alargado, onde estão cerca de 5000 monografias e 12000 volumes de periódicos, que vão desde os anos 20 do século passado até aos nossos dias, e por onde já passaram mais de 700 utentes.
Em jeito de balanço, destaca "as bienais, Salão Lisboa e Ilustração Portuguesa, e o site, cujo número de utilizadores tem vindo a crescer.."
Como próximos projectos, a par da "actual exposição do João Vaz de Carvalho, teremos, no segundo semestre, uma mostra de Bela Silva. A "Ilustração Portuguesa 2006" vai ser feita na net, mantendo-se a edição do catálogo. E apostamos fortemente na promoção da leitura de BD. Sem leitores não há livros. Temos de trabalhar em projectos com as tutelas nacionais da cultura e da educação, a quem pedimos apoio para um projecto de formação em ilustração, BD e cinema de animação.
Outras bedetecas espalhadas pelo país A primeira bedeteca portuguesa foi inaugurada em 1990, na sede da Comissão de Jovens de Ramalde (CJR), no Porto, como um dos projectos do Comicarte que então também organizava o Salão Internacional de BD do Porto. Com a saída daquele núcleo de BD do seio da CJR, em 1995, a Bedeteca estagnou, apesar do acervo ainda existir.
Por sua vez, o Centro Nacional de BD e Imagem da Amadora, inaugurado em Setembro de 2000, possui uma biblioteca com 10.417 livros, dos quais 1.148 entraram em 2005. O número de utentes depende das outras actividades do CNBDI, que é também galeria e acervo de originais, editando catálogos e livros sobre BD, e organizando exposições, animação com escolas, acções de formação e o Festival Internacional de BD da Amadora.
Finalmente, a bedeteca de Beja, inaugurada a 9 de Abril de 2005, possui cerca de 1500 álbuns, 900 revistas e 200 fanzines, tendo uma média mensal de 150 utentes. Desenvolve várias actividades relacionadas com a BD."
A construção da BM3, localizada próximo à Escola Secundária Soares Basto, está em fase de finalização, faltando cerca de um mês para a sua conclusão, de acordo com a informação veiculada por Ápio Assunção, em reunião camarária. (…) Apesar de se estar a finalizar a empreitada do edifício propriamente dita, há ainda muito para fazer na BM3. Construído o imóvel, a faltar ficará o equipamento da Biblioteca Municipal de Oliveira de Azeméis, que terá como patrono – recorde-se – o escritor osselense, Ferreira de Castro. No edifício Rainha decorre, já há bastante tempo, o trabalho de catalogação dos livros já existentes, de forma a permitir a criação de uma base de dados informatizada, tendo sido já adquiridas 15 mil obras, sensivelmente. A estas juntam-se as que estão na actual biblioteca e o acervo da estrutura da Gulbenkian, localizada na Feira dos Onze. Importa referir que nessas instalações, cedidas pela Junta de Freguesia de Oliveira de Azeméis, irão decorrer obras para a futura ludoteca. Para além deste espólio, mais livros serão adquiridos, com a comparticipação de 50% por parte do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas, pois a nova Biblioteca deve possuir pelo menos 50 mil títulos.
Oferta cultural A BM3 vai aumentar a oferta cultural aos oliveirenses e à população escolar, possibilitando o recurso às mais modernas tecnologias de informação e comunicação. A nível arquitectónico, o projecto aponta para um espaço transparente. Paredes-meias com uma escola secundária e muito próxima de uma outra unidade do 1º ciclo do ensino básico (Fonte Joana), bem junto ao Clube de Ténis de Azeméis, a nova biblioteca espera-se ampla e funcional, melhorando e alargando a oferta cultural. Para tal, os utentes terão ao seu dispor as mais inovadoras técnicas de comunicação e secções disponíveis para todos os tipos de público. Os serviços ocuparão os dois pisos do edifício, numa área total de 4 200 m2. Projectado em forma de «U», o edifício desenvolver-se-á pelas Ruas General Humberto Delgado, a Norte, e da Imprensa Oliveirense, a Poente.
Atractivos : Lazer e entretenimento. Além das áreas de leitura e consulta, o lazer e o entretenimento estarão no novo imóvel. Da autoria do arquitecto José António Lopes da Costa, o projecto aponta para um espaço transparente, com visão ampla para os espaços exteriores através de uma fachada envidraçada. A relação com o exterior é outra característica dominante estando o equipamento projectado para o desenvolvimento de actividades complementares à biblioteca, aproveitando a existência de um anfiteatro. No primeiro piso ficará localizada a secção de adultos com diversos espaços de estar e de leitura. Á entrada situar-se-á o atendimento e a sala de auto-formação e dos periódicos. Outras zonas estarão disponíveis nesta área: salas de áudio e vídeo e zonas de empréstimo e consulta."